Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

A frente do portão é minha e eu uso (ou não) como bem entender


Nada tem acontecido. Então resolvi reclamar de coisas que já viraram rotina, mas que parei pra pensar e me irritam.

A primeira que abordarei num post é o desrespeito com a frente da casa alheia. Tomo aqui como exemplo a frente da casa da minha tia. O portão dela é um foco de problemas. Ela mora em frente a uma das escolas públicas mais movimentadas da cidade.

Além desse fato, que já faria do local super movimentado em horários de entrada e saída de aula, há mais atrativos. A via é um misto de residencial e comercial. Há casas de família, escola de arte, escola de informática, clínica médica, duas lanchonetes, um escritório e uma seguradora.

O movimento constante não é o problema. O caso é o desrespeito. Quando passa dos limites, sabe?

A galerinha do mal que estuda ali e fica empacando a entrada não incomoda (apesar de a gritaria que eles fazem impedir qualquer ser humano de assistir televisão), o que incomodam são os milhares de carros parados e fazendo fila dupla no portão. Quando chego lá e preciso parar o carro, fica inconcebível.

É nesse momento que você pensa que é só ranhetice minha, que eu deveria me tratar dessa esclerose, mas espere mais um minuto. Não é só em hora de pico que as pessoas param o carro descaradamente na frente da casa dela. E é lindo de ver quando a pessoa tem a rua inteira pra estacionar, inclusive as vagas a 45° por toda a extensão da quadra, e escolhe justo o portão da casa pra desligar o carro e ir fazer sei lá o que.

Fala ae se o seu vizinho também já não parou o carro em frente à sua casa e atrapalhou a passagem, pois alguma visita já tinha parado em frente ao portão dele?

Acontece nas melhores e piores vizinhanças, mas nem por isso deixa de ser chato pelo desrespeito. Evite fazê-lo, se você dirige.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Ideias Brilhantes

Ontem foi um dia de cão em certos aspectos. Foi cheio. Pra começar, acordei às 7h e tendo dormido menos de 8h, fato que sozinho já faz tudo mais difícil.

E bem nesse dia, me deparo com duas pérolas da humanidade.

A primeira delas eu encontrei no meio da tarde, lás pelas 15h, quando o Sol já está descendo e fica meio na diagonal.

Entrei numa agência bancária para realizar dois depósitos, coisa simples, digitar uns numerozinhos e enfiar dois envelopes, cada um com duas notinhas, num caixa eletrônico.

O homo sapiens responsável pela invenção desse sistema era alguém genial. Você vai lá e resolve seus problemas sozinho. Pena que a invenção não é bem aplicada na maioria das vezes: é ótimo entrar numa agência que tem três caixas desse modelo na entrada e só um está funcionando, ocasionando uma fila indesejável.

Agora deixem que eu diga qual é a ideia brilhante da cena. Os três caixas eletrônicos, com telas super modernas de toque e com esqueminha no vidro para proteger de olhos curiosos, são na entrada da agência, ao lado do vidro (vitrine) e virados para onde o Sol se põe.

Conclusão: depois do meio-dia, quando o astro-rei começa a cair, especialmente entre as 14h e as 17h, a luminosidade incide justamente nas telas, fazendo tudo praticamente desaparecer delas.

Realizei o processo todo com um esforço sobre-humano, me curvando em cima da tela pra fazer sombra, fazendo cabaninha com as mãos. Uma situação das mais ridículas. Mas consegui depositar os dinheiros, pois sou guerreiro.

Queria saber quem foi o gênio que colocou os caixas virados pro Sol ao lado de uma parede de vidro. Ninguém parou pra pensar no que aconteceria em um horário no qual tanta gente vai usá-los. Projetar e pensar pra quê? Dá muito trabalho, né?

A segunda genialidade foi no final do dia, lá pelas 19h. Estava eu no carro, prestes a subir uma ladeira caprichada aqui da cidade. Há um semáforo no topo. Assim, os carros esperam na parte baixa pra subir quando abre o sinal.

Um carro velho estava parado na minha frente, visivelmente quebrado por ter tentado subir sem sucesso. À frente dele, um carro mais novo estava parado. Minha cabeça processou a informação na mesma hora: carro velho quebrado + carro novo na frente = um vai puxar o outro. Que ideia mais batuta!

Dito e feito. Imagino que já sabem o que aconteceu, mas não custa contar. Quando o semáforo ficou verde, os carros das duas faixas começaram a subir desenfreadamente. A galera pisa fundo pra subir ali. A corda, obviamente, arrebentou. Não podia ser diferente, o cara tava justo na minha frente. Aquele era o momento certo pra ele se desprender e descer pra cima de mim. Parece de propósito.

Aí vinha vindo aquele carro de ré, cada vez mais perto, e o jumento do motorista nem pra puxar o freio de mão. Era um carro vindo descendo pra cima de mim, vários vindo de trás me empurrando com pressa de subir e outros tantos galgando os metros de subida ao lado.

Foi então que percebi porquê eles fazem psicotécnico na gente. Precisei pensar muito rápido pra não causar um desastre.

Dei uma guinada no volante, quase acertando um importado que passava no lado direito, mas habilidosamente [/modéstia] desviando entre ele e a jeringonça que ainda descia desabalada.

Enfiei a mão na buzina enquanto subia. Fiquei com dor nos braços e ganhei uma descarga de adrenalina grátis.

Que tipo de anomalia cerebral faz uma criatura pegar a corda que a filha usa pra pular na rua e amarra um carro no outro? Mais uma ideia brilhante.

Dias assim acontecem comigo e devem acontecer com todo mundo, não é possível.

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Em casa, no carro ou numa casinha de sapê - Peide sozinho e seja feliz

Pra quem tem nojinho de tudo, aconselho nem ler...

Ontem, em uma conversa virtual da madrugada, surgiu um assuntinho escatológico. Comentei com um amigo que tinha soltado um peido fedido. Ele veio falar que eu sou porco, ou qualquer outra coisa do gênero...

Mas todo mundo peida, não é demérito peidar. Reações naturais do corpo. E eu estava sozinho. É irresistível soltar um quando não tem ninguém pra perceber (sozinho você evita o constrangimento do som e do cheiro no caso de ocorrerem).

Comentei por comentar. Mas aí a reação me levou a desenvolver o assunto. Por que as pessoas tem tanto bloqueio com "nojeiras"? A conversa virtual me lembrou uma conversa real com uma amiga sobre isso. Ela se mostrou tão liberta da hipocrisia quanto à nojeiras que me fez sentir como se eu não fosse o único no mundo que acha normal peidar quando se está sozinho.

Acho que o assunto não é muito comentado por acharem que é algo muito íntimo. Se pensar bem, é uma coisa que todo mundo faz, de uma forma ou de outra, mas só quando está sozinho (ou entre amigos adolescentes e suas competições de peidos e arrotos).

Outra coisa que acontece muito: não há como não parar no semáforo e não cutucar o nariz. A poluição forma cada meleca dura que eu vou te contar. Aí a vontade de enfiar o dedo no nariz e remover o incômodo torna-se diretamente proporcional ao tempo que você fica parado dentro do carro. Se o veículo circula bem, você nem percebe nada, mas é dar uma paradinha e a primeira ação é tirar caquinha com o dedo, enrolar e jogar pela janela.

Penso que, depois do banheiro, estar sozinho no carro é o melhor momento pra essas coisas todas: tirar meleca, peidar, cutucar espinha... É ou não é? O automóvel garante uma privacidade tão recomfortante...

Tantas outras seriam as nojeiras que poderiam ser citadas: falar de merda enquanto come, discutir o aspecto do vômito de um amigo bêbado, discorrer sobre formatos de cocô... Mas vou deixar no ar... Poderia ficar horas rindo disso...

Sábado, 18 de Abril de 2009

A refeição da madrugada


Há um grande mal em ficar a noite quase toda acordado todos os dias da semana.


Você se acomoda na sua cama, ou no seu sofá, coloca o notebook no colo, e aí ninguém segura. É papo, é fuçar em todos os seus perfis em sites de relacionamento, fazer postagens alheias, baixar música, seriados, filmes, entre outras tarefas que deveriam ser trocadas por uma leitura ou um bom filme no aparelho de DVD da sala.

Tanta vagabundagem dá fome. Ô se dá. Você jantou com a família no horário mais conveniente ao resto dos moradores da casa, tipo lá pelas 20h. Mas dizem os médicos: o ser humano deveria se alimentar a cada 4 horas, pelo menos. Fazer as refeições principais bem caprichadas, sim, mas é necessário o lanchinho nos intervalos, né?

Aí dá 1h30, madrugada a dentro, e bate aquela larica. Abre a geladeira, pega o leite ou pega o refri sem gás que sobrou do jantar (nunca um suco, afinal, gente que fica acordada nesse horário quer mais é deitar e ver a pança crescer). Captura alguns presuntos, queijos ressecados pela refrigeração, aquela maionese. A baguete que está na cozinha desde o café do dia anterior ou o pão de forma que, pelo calendário, já venceu, mas como você ainda não dormiu ainda tá valendo, tornam-se um atraente cardápio. Depois de fazer uma análise (não muito meticulosa) para saber se não tem alguma mancha verde nos alimentos, junta o que conseguiu, joga uma lata de achocolatado no copo de leite e pronto, está aí uma legítima refeição da madrugada.

Em certas ocasiões, o menu pode ganhar alguns complementos, como a abobrinha refogada que sobrou do almoço, na qual você joga farinha, ou o miojo com o resto do frango do jantar. A ordem é não desperdiçar.

Depois disso, é voltar ao computador, não gastar quase nenhuma caloria e rezar para que o sistema digestivo consiga processar tanta informação depois que você for dormir.

Eu deveria parar com esses hábitos noturnos. Isso ainda vai me matar. Tudo bem... no fim, eu morro gordo, e morro feliz.

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Mais do que um mero telespectador


Tenho um sério distúbio psicológico: eu me apego a reality shows. De todo tipo. Desde aquele que prendem uma porção de gente numa casa, até aqueles de escolher o melhor cantor, passando por um que me emociona invariavelmente: aquele americano que eles derrubam a casa de uma família em estado de desgraça profunda e constróem uma mansão no lugar.

Hoje, dia da final de um dos programas de TV que mais mexem com a minha rotina, resolvi desabafar sobre tal problema.

Só pra citar um exemplo, vou falar do que acontece quando assisto à tal casa mais vigiada do país. Os sintomas são bastante claros. Semanas antes de tudo começar, eu já me pego acessando sites de fofoca, blogs especializados, comunidades virtuais e assistindo a programas vespertinos de gosto extremamente duvidoso. Tudo em busca de informações em primeira mão. Quando o reality entra no ar, aí as coisas descambam de vez. Meses dando F5 nas páginas citadas, votando no site da atração e reclamando.

Só não digo que é caso de internação, pois não deixo que um programa de televisão prejudique minha "agitadíssima" vida social. Se bem que hoje, dia da final, entre 22h e 0h, não teria saído de casa nem por decreto do rei de Passárgada, meu amigo.

O mais engraçado é eu ficar com raiva do diretor, chingando a família dele, botando a mãe no meio. Ladrão, manipulador, cara-de-pau, só pra citar os bem leves.

Uma coisa eu já percebi. Não me apego tanto ao programa em si. Me apego às pessoas que dele participam. Me apego à rotina que ele me proporciona. É legal, gera assunto. Principalmente quando você descobre quais pessoas do seu convívio também são viciadas. Passatempo divertido. Não sei bem explicar. O caso é que se apegar carrega outro problema.

Você começa a torcer fervorosamente, fazer campanha, se engajar na causa. Quando vê, já tá dando pulinhos no sofá e risadas nervosas psicopáticas.

Sabe o que é pior? Sempre termina do mesmo jeito. Nunca ganha a pessoa pra qual estive torcendo. Hoje isso quase não aconteceu. Mas 0,24% dos votos separaram esse que vos escreve de um momento pequeno de satisfação.

E por que, então, eu continuo assistindo isso tudo? Porque eu sou besta, Brasil. É muita emoção, Brasil!

*Post dedicado à Pri, que não ganhou o BBB, mas me ganhou pra torcida.