domingo, 11 de outubro de 2009

O verdadeiro trem da alegria

Sábado. 7h30. Esse que vos escreve estava pronto e animado para seu último dia de curso. Animado sim, apesar de sair de Mauá e ir até a Lapa para tal atividade.

Como nos cinco sábados anteriores, achei que fosse pegar o trem das 7h50 e conseguir fazer as baldeações na hora certa e chegar às 9h em ponto. Confesso que tinha em mim até a disposição de testar um caminho diferente para o último dia. Costumava ir até o final da linha, descer na Luz, pegar o trem "lindo" para Francisco Morato e descer na Lapa. Naquele dia, desceria no Brás, iria de Metrô até a Barra Funda e de lá pegar o trem "mais lindo ainda" de Itapevi até a Lapa. Para quem não sabe, há duas estações Lapa, de duas linhas diferentes. Uma delas, a que seria testada, é mais perto do local do curso.

Enfim... blá blá blás a parte, o importante da história é que quando cheguei na estação, a plataforma estava cheia, o que num é nada normal e indica atraso prévio de trem. Pra completar, o trem habitual também não passou no horário previsto.

Quando ele passou, depois de 8h10, já estava bombando mais que a Faixa de Gaza. Lotado é pouco, abarrotado é pouco. Fui sumariamente empurrado para dentro, consegui me deslocar alguns passos na multidão e parei. Na estação seguinte, mais plataforma lotada e mais gente entrando. Com a movimentação de pessoas, consegui me colocar no corredor, mais cômodo. O pessoal que conseguiu entrar já entrou reclamando que num passava trem há uma hora... e aí se explica a lotação exagerada. Daí que o trem fecha as portas, mas não sai do lugar. E então, obviamente, porque eu mereço, uma mulher começa a passar mal, perto da saída na outra ponta do carro no qual eu estava.

Toca o povo quebrar trava de segurança, tentar acionar saída de emergência, socar vidro, chutar porta, gritar pra segurança. Só que algum esperto, não sei por qual raio de motivo, deslocou a alavanca da saída de emergência da porta que estava perto de mim. No fim tiraram a mulher pela outra saída e a viagem seguiu.

Mas nem tudo é lindo (e se fosse eu não estaria contando aqui). Nas cinco estações seguintes, para desespero dos que iam descer, a porta não abria. E todo mundo começou a querer mexer na tal alavanca pra ver se a porta abria. E é claro que não abria. Finalmente alguém teve a brilhante ideia de colocar o dispositivo na posição inicial. E a porta voltou a abrir. A essa altura muita gente já tinha ficado pelo caminho e muitos não tinham conseguido descer onde planejavam. Galera tava puta, vou dizer.

Quando o transporte público tira o dia pra zoar com a sua cara, ele faz isso com um talento sem igual. Vamos aplaudir o sistema de trens, minha gente!

A propósito, mesmo com toda a papagaiada e aperto no caminho, me atrasei apenas 20 minutos e conclui, no último dia, que a segunda opção de caminho para o curso era mais rápida. Vamos me aplaudir agora, pessoal!


*e com esse épico urbano retomo (pela enésima vez) as atividades do blog

4 comentários:

Minduim sem a garotinha ruiva disse...

Ainda bem que não é a supervia quem administra os trens em São Paulo!!! Se houvesse trem para o purgatório, seria da CPTM! Se fosse para u inferno seria o da Supervia, o problema é que nunca se iria chegar lá!!!

Marcio Hasegava disse...

Cara, trem é uma coisa que sempre agradeço por raramente ter precisado usar em minha vida.

.::Li::. disse...

Huahuahauha
Aplausos merecdiso! ;P

Estou mto envolvida na questão pra me posicionar sobre o assunto, sorry =/

Bjos

Erika disse...

Deu ate pra sentir orgulho! rs