segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dirigir fica difícil assim...

Hoje passei por três situações que me impeliram a escrever sobre transitar na cidade com um carro. Vejam a seqüência de merdas que podem acontecer a um ser humano motorizado.

Situação um: cheguei na faculdade e me deparei com ruas cheias. Resolvi, então, tentar estacionar em uma vaga pequeniníssima, a qual meu amigo disse que cabia o carro.
Baliza.

Vira daqui, vira dali, acabei encostando extremamente de leve no Peugeot 206 SW verde esmeralda que estava atrás.

Um senhor, dono do carro, saiu da casa na fente da qual estava estacionado, acompanhado de gritos de uma mulher na janela, dizendo que eu bati no carro e blá, blá, blá. Eis que ele dá uma rézinha e eu encaixo o carro.

Ao descer, me deparei com um velho rasgando a calcinha por conta da encostadinha. "Vem ver o que você fez! Olha só!" [...] "Quando vou no mercado páro longe para as pessoas não encostarem" [...] "É incrível, meu carro parece que tem açúcar pros outros enconstarem" [...] "É novinho...".

Durante todo o pití eu me abaixei e esfreguei a marquinha no pára-choque (cujo nome é auto explicativo) com a ponta do dedo e ela 'milagrosamente' desapareceu. Ó, mas eu sou o messias das latarias. Com a ponta dos dedos eu tiro riscos e buracos de carros. Preciso abrir uma oficina. Tanto escândalo para nada. NADA! Velha chiliquenta, credo.


Situação dois: No caminho de volta para casa, um Celta vermelho passa no sinal vermelho e entra na via movimentada pela qual eu passava. Dei luz alta e segui.

Poucos metros depois, parei no semáforo seguinte e o tal Celta fechou um Taurus branco. Dois marmanjões sairam do Celta e com eles trouxeram um cabo de enxada (!). Aí correram a pé atrás do Taurus, que começou a dar ré na avenida (!). Não consigo entender os motivos para a cena de filme, mas fiquei num puta cagaço por ter dado luz alta pros vândalos. Ô stress, credo.


Situação três: já na avenida perto de casa, vi que a fila da direita estava ocupada por dois caminhões, um de combustível e um de carga. Fui para a faixa do meio.

O caminhão da frente resolveu entrar no bairro e o competente motorista do caminhão de trás mudou de faixa para desviar. Adivinham em cima de quem ele veio?

Joguei o carro para a esquerda. Ainda bem que a faixa estava livre, se não, eu não estaria aqui para contar a história.

Meti a mão na buzina até conseguir ultrapassar violentamente o babaca que se sentiu atraído pelo meu carro. Barbeiragem, credo.

Enfim. Cuidado no trânsito, queridos leitores. Só tem maluco nessas merdas dessas cidades. Dirijam por si mesmos e pelos dementes ao redor. Passar bem.

Um comentário:

Cíntia disse...

E é por isso que eu prefiro 5 horas de ônibus diárias... rsrs