sábado, 17 de março de 2007

Abracei o capeta

Pense em calor. Agora multiplique por 10. Essa é a potência da quentura de um estúdio de rádio sem ar condicionado.

Mas também, quem foi o amaldiçoado filho de uma ronca-e-fuça que prometeu que o aparelho iria ficar pronto até uma hora da tarde e às oito da noite ainda não tinha chegado?

É mania de brasileiro. Nada por essas bandas fica pronto no prazo. Nada. Principalmente quando é alguma coisa essencial, como um ar condicionado de uma salinha cheia de gente e sem nenhuma janela.

E tem gente que ainda dá risada da desgraça alheia. Vai rindo, vai. Enquanto ainda tem os dentes. Um dia algum meliante esquentadinho vai fazer você rir com um tropicão na rua.

Pra colaborar, a galerinha do mal colocou um ventiladorzinho safado na mesa pra dar uma aliviada. Uns quinze minutos depois e foi o bastante para o trambolinho quebrar. Um dos dentinhos de enfiar na tomada caiu. Vê se pode. E eu que acabei de falar que quem ri da desgraça dos outros perde os dentes. Imagine só, não é que o ventilador estava rindo da gente? Essa é a única explicação que me ocorre.

Que calor. Deserto do Saara é fichinha. Pode me enviar numa caixa pro Thar, pro Gobi ou pro Vale da Morte no Mojave. O clima deve ser tropical por lá, comparado ao estúdio. O povo estava derretendo, literalmente. Parecia sauna, todo mundo suado. Bi-za-rro.

Agora posso dizer com todas as letras: VISITEI O INFERNO E ABRACEI O CAPETA!

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal seu blog, interessante e inteligente igual vc!
Bjos!

Denise Moura disse...

Aê!! Eu também abracei o capeta nesse dia, e olha que a minha matéria nem mesmo foi ao ar!!!