segunda-feira, 5 de março de 2007

Sobre a debilidade da mente humana

Era só o que faltava para começar bem a produção desse blog. Agora não faltará mais. Era realmente preciso criticar a mente do "ser pensante" conhecido como humano, ou melhor, homo sapiens, ou ainda melhor homo sapiens sapiens. A melhor descrição científica deveria ser homo non sapiens. Sensacional a maneira como o humanóide se comporta às vezes.

O fato que me moveu a escrever esse post veio da minha própria cachola, que de vez em quando solta umas asneiras.

Tinha acabado de desembarcar na faculdade quando encontrei uma amiga, que trazia junto ao peito um livro, um tanto velho, que logo imaginei ser da biblioteca. Aí pensei: "puxa, será que é um livro obrigatório do qual não tomei conhecimento?" - tá certo, não foi assim que pensei, tão bonito, deve ter sido algo do gênero: "cacete, mais um livro chato e antigo...".

Depois de cumprimentá-la, empurrei o fichário dela para longe do corpo até o ponto em que conseguisse enxergar a capa do tal volume. Ao contemplar o título da obra ("História da economia no Brasil", ou qualquer coisa assim) pensei "Boa Sorte", para que ela se divertisse com interessantíssima leitura, mas minha língua de trapo correu na frente da mente e eu disse: "Boa Tarde!", com a maior convicção do mundo, com tom de quem disse Boa Sorte de fato. Sei lá viu...

Mais esquisito ainda foram as lembranças que o fato gerou. Vou começar com a minha:

No ano passado, no aniversário do meu irmão, houve uma festinha. Até aí tudo normal. A demência ocorreu no final dela. Uma amiga da família decidiu que era hora de partir, se retirar, escafeder-se. Eis que começou sua despedida. Beijinho pra lá, beijinho pra cá, tchau aqui, tchau acolá. Quando foi a minha vez e ela me deu um beijo, dizendo "Tchau!", como fizera com todos os conhecidos anteriores, eu respondi, mais rápido do que um peido: "Tudo bem!". Como assim "tudo bem"? Tá louco. E olha que eu não bebo...

Há também mais duas estórias, de amigas de transporte, da van (perua, micro, ônibuzinho, como queiram). A primeira revela um pouco da inconsistência do pensamento e a rapidez das palavras. A garota dá um encontrão com uma menina andando pela rua e diz, com segurança: "Obrigada!". De onde saiu esse "obrigada"? Isso sim é excesso de boas maneiras. (risos) Um "me desculpe" cairia melhor.

Deixei essa para o final, pois foi a que mais gargalhadas rendeu, em todas as vezes e lugares onde foi contada.

Certo dia, a moçoila estava em casa, distraída, quando a campainha ribombou pela residência. Velozmente correu até a janela, abriu-a e perguntou para quem tinha apertado o botão do bling-blong: "Alô?" ... Alguém precisa avisar essa criatura que janela não é telefone!

Foram apenas instantes de cabecice de todos os citados, mas deixo claro, pelo menos no âmbito pessoal, que todos os personagens do post são pessoas muito queridas a mim e figuras maravilhosas, inclusive este que vos escreve.

Burramente me despeço por agora.

Tudo bem!

Um comentário:

Denise Moura disse...

Nossa Elmo, você é uma das pessoas mais engraçadas que começo!!!
Sobre o livro, tenho que ter boa sorte mesmo porque é meio chato, mas eu tento...
Mas sobre a desconexão de idéias em nossas mentes, acho que é normal. Acho, aliás, que quem não comete essas sandices é que não é normal. Ah, sei lá!
Você esqueceu de contar das garotas que fazem xixi com a tampa do banheiro fechada.
Boa tarde, tudo bem? Obrigada!